Associação Brasileira da Construção

Industrializada de Concreto

CNI: confiança do setor segue baixa

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) da Indústria da Construção variou 0,2 ponto, para 48,6 pontos em janeiro de 2026, não revertendo a queda registrada na passagem de novembro para dezembro de 2025.

O dado é da Sondagem da Construção da CNI (Confederação Nacional da Indústria), com base em informações coletadas junto a 315 empresas, sendo 123 pequenas, 134 médias e 58 grandes, entre 5 a 14 de janeiro. A pontuação vai de 0 a 100, denotando otimismo ou confiança a partir de 50.

Em janeiro, o índice de condições atuais, um dos componentes do Icei, variou 0,2 ponto, para 43,7 pontos. A avaliação das condições correntes da empresa se tornou menos negativa, enquanto a avaliação das condições da economia tornou-se mais negativa.

Já o índice de expectativa, o outro componente do Icei, oscilou 0,1 ponto, para 51 pontos, mostrando expectativas positivas do empresário da construção. De um lado, o otimismo dos empresários em relação ao desempenho de suas próprias empresas nos próximos seis meses subiu de 54,7 para 55,4 pontos. De outro lado, a expectativa com relação à economia brasileira passou de 43,3 pontos para 42,3 pontos, denotando mais pessimismo.

Perspectivas positivas

Em janeiro, o índice de expectativa de novos empreendimentos e serviços registrou a maior alta pelo segundo mês consecutivo e alcançou 52,9 pontos. Já o índice de expectativa de número de empregados alcançou 52,8 pontos.

O índice de expectativa de nível de atividade registrou crescimento de 1,1 ponto em janeiro de 2026 ao passar de 51,7 pontos para 52,8 pontos.

O indicador de expectativa de compras de matérias primas aumentou 0,8 ponto, passando de 51,7 para 52,5 pontos.

Intenção de investir sobe

O índice de intenção de investimentos subiu 1,3 ponto, de 43,3 pontos para 44,6 pontos. Mesmo com a alta, a quarta nos últimos cinco meses, o índice iniciou 2026 abaixo do patamar em que começou 2025, quando registrou 45,1 pontos.

Atividade e emprego caem

O índice de evolução do nível de atividade da indústria da construção ficou em 44,7 pontos em dezembro, o menor para o mês desde 2018.

O índice de evolução do número de empregados na construção ficou em 45,7 pontos em dezembro após uma queda de 1,2 ponto na comparação com novembro. Mesmo com a queda, o indicador encontra-se acima da média para o mês (43,8 pontos).

Crédito limitado e pressão sobre condições financeiras

O índice de satisfação com o lucro operacional ficou em 45,1 pontos no último trimestre de 2025, após um recuo de 0,3 ponto frente o trimestre anterior.

Já o índice de evolução do preço médio de insumos e matérias-primas permaneceu estável na transição do 3º para o 4º trimestre, registrando 61,6 pontos.

Por fim, o índice de satisfação com a situação financeira ficou em 49,5 pontos no 4º trimestre do ano, após avançar 0,8 ponto na comparação com o trimestre anterior.

Elevada carga tributária preocupa

No 4º trimestre de 2025, em resposta de múltiplas assinalações sobre os principais problemas enfrentados pelas empresas, 37% citaram a elevada carga tributária, 32,1% a taxa de juros, e 28,5% a escassez de trabalhador qualificado ou o alto custo deste trabalhador.

Utilização da Capacidade

Em dezembro de 2025, a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) da Indústria da construção manteve-se estável em 67%, mesmo percentual registrado em dezembro de 2024.

Matéria publicada no Sinduscon-SP
 

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