A construção civil no Brasil opera com um dos menores perfis de emissões de gases de efeito estufa (GEE) no cenário internacional. O setor emite, em média, 0,43 tonelada de CO2 por habitante ao ano, contra 3,06 toneladas na média mundial - diferença de mais de sete vezes, segundo pesquisa elaborada pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), em parceria com a consultoria DEEP ESG.
Quando se considera a área construída, as emissões nacionais variam de 0,49 a 0,56 tonelada de CO2 por metro quadrado, em comparação a 1,53 tonelada de CO2 por metro quadrado no cenário global.
Representando 5,3% das emissões nacionais de carbono, a construção civil tem esse resultado devido à predominância de fontes renováveis na matriz elétrica, segundo o estudo.
“O Brasil, como os demais países, tem como dever reduzir a emissão de carbono. Isso ninguém discute. Porém temos que reconhecer que no cenário internacional temos uma posição bem melhor”, diz Luiz França, presidente da Abrainc.
O estudo aponta ainda que 94,8% das emissões associadas à construção estão concentradas no chamado “escopo 3” - ou seja, na cadeia de suprimentos: produção de cimento, aço, vidro e outros materiais essenciais às obras. As emissões diretas (escopo 1) representam 5%, enquanto as emissões de energia (escopo 2) correspondem a 0,3%.
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