Associação Brasileira da Construção

Industrializada de Concreto

É preciso se criar norma para a redução do déficit da habitação no país

O Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic) da Fiesp apresentou, em reunião on-line, as ações da Frente Parlamentar mista de logística e infraestrutura de interesse para a Indústria da Construção. A abertura ficou a cargo do vice-presidente do Consic, Manuel Rossitto, e do novo diretor titular adjunto do Departamento da Indústria de Construção e Mineração da Fiesp (Deconcic), Mario William Esper.

O Conselho pontou o incentivo do deputado federal Julio Lopes (PP/RJ)pela implementação do BIM (Building Information Modeling, na sigla em inglês), em português, Modelagem da Informação da Construção, um novo conceito em uma construção virtual equivalente a uma edificação real. O BIM reúne informações de todo o ciclo de vida de um edifício para melhores práticas de elaboração de projetos e gestão de empreendimentos.

Convidado pelo Consic, Lopes, que em sua trajetória tem acompanhado a indústria da construção dentro do Congresso Nacional, disse que recentemente protocolou Medida Provisória referente à liberação de imóveis prontos com mais de seis meses. De acordo com ele, as autoridades terão que responder por crime de responsabilidade pela demora na inauguração. “Essa questão é de extrema importância. É preciso que haja uma rotina de grande aceleração para que possamos preencher a lacuna que há na habitação”, menciona.

Lopes cita como boa prática quando todas as cadeias fazem a verticalização completa das áreas de logística, ou seja, da produção até a distribuição dos produtos. Como no case de sucesso Magalu, que conseguiu superar concorrentes internacionais e que hoje tem sua ideia exportada para o mundo, com estudos em grandes universidades, como Stanford e Harvard.

Normas na indústria da construção
Segundo Lopes, a indústria brasileira da construção tem defasagem devido às normas. “Precisamos desenvolver novas normas para que a construção civil tenha regras mais claras e critérios mais objetivos para que possamos ter uma entrega com mais velocidade e melhorar a questão da habitação no Brasil”, orienta.

Para ele, o setor da construção precisa trabalhar mais fortemente para não implicar em custos, mas, sim, avançar e tornar-se mais eficiente. “O cidadão precisa entender o quanto é necessário que tenhamos mais padronização e mais normas para facilitar a vida, e não complicar. Que os métodos escritos previamente ajudam de maneira harmônica. A indústria da construção trabalha desde os insumos básicos, passando por toda cadeia de materiais, equipamentos, até toda a gama de serviços”, explica Lopes.

Lopes ainda ressalta a importância das normas do Brasil e do mundo, e a relação brasileira com a Organização Internacional de Normalização (ISO), que congrega 162 países-membros. “Estamos entrando fortemente na área da sustentabilidade para a criação de um novo critério global”, afirma, na conclusão do encontro, ao apontar para a tendência no cenário internacional.

Matéria publicada no Observatório da Construção/FIESP