A infraestrutura ganhou destaque na construção civil brasileira no primeiro semestre de 2026, com a geração de 64.793 novos empregos, alta de 30,26% em relação ao mesmo período de 2025. Pela primeira vez desde o início da série histórica do Novo Caged, o segmento superou a construção de edifícios na criação de vagas. Investimentos em obras, leilões, PPPs e projetos relacionados ao novo marco do saneamento estão entre os fatores que impulsionam esse desempenho.
No conjunto, a construção civil registrou alta de 6,52% na geração de empregos e chegou a 3,119 milhões de trabalhadores formais em junho. Apesar dos juros elevados e da alta dos custos, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) mantém a projeção de crescimento de 1,2% para o setor em 2026. Grandes obras também vêm movimentando economias locais, especialmente em cidades menores, como Inocência (MS), onde a construção da fábrica de celulose da Arauco prevê investimento de US$ 4,6 bilhões.
Por outro lado, os custos da construção acumulam alta de 7,06% em 12 meses, acima da inflação de 4,64%. O financiamento imobiliário apresentou cenário positivo, com crescimento de 17,52% no primeiro semestre, alcançando R$ 160,3 bilhões. Os dados mostram que, mesmo diante de um ambiente econômico desafiador, os investimentos em infraestrutura, o mercado de trabalho e o crédito imobiliário ajudam a sustentar a atividade da construção no país.
Matéria na íntegra está publicada na Agência CBIC